"Um erro comum ao construir
um website é assumir
que todos os usuários serão
como você"
- Peter van Dijck

Desenhando interfaces sociais
10/01/2012 Escrito por Carla Martins

No último post falamos sobre estratégias para ter sucesso nas redes sociais. Anteriormente, publicamos um artigo sobre algumas celebridades do twitter. Agora vamos conversar um pouco sobre o processo anterior a tudo isso, ou seja, o momento da concepção, do planejamento e da Arquitetura de Informação de uma interface que tem como objetivo promover a relação e a interação social entre seus usuários.


O primeiro passo corresponde a duas perguntas básicas, conforme o livro Designing Social Interfaces. São elas:

1 – Quem são as pessoas?
2 – Qual seu objetivo social?

Quem são as pessoas

Esta pergunta é tão importante que deve fazer parte do processo de qualquer interface digital e interativa, seja ela uma rede social ou não. Para elaborar e construir algo que corresponda às expectativas de quem usa, primeiro precisamos saber quais expectativas são essas e como as pessoas vão utilizar o produto, para então chegarmos à melhor maneira de disponibilizá-lo.

Qual o objeto social

Ou seja, para que as pessoas vão utilizar seu produto? O que elas vêm fazer no seu site? O que fará com que ela chegue até ele e, melhor, volte mais vezes?
Depois de devidamente respondidas, essas questões dão lugar a uma nova fase: definir as estratégias para o site.

Mais alguns pontos

Algumas outras dicas que devem estar presentes no momento de conceber e elaborar esse tipo de interface merecem destaque. Uma delas tem relação com a ansiedade de lançar um produto 100% pronto e fechado. Muitas redes sociais de sucesso foram incrementadas com o tempo e esse comportamento é o mais recomendado.

Isso porque é muito mais fácil entender como os usuários estão usando e o que pode/deve ser melhorado/acrescentado na interface depois que ela já está em pleno funcionamento. Outro motivo é o uso que as pessoas farão do site.
Muitas vezes os usuários acabam usando uma interface que foi lançada com um objetivo específico para algo completamente diferente. E isso só será descoberto conforme a intereção for acontecendo.

Outro ponto importante são as facilidades de uso x simplicidade x benefícios gerados. Não adianta de nada encher a interface de comandos, funcionalidades mirabolantes e botões se os benefícios que eles trarão tanto pro negócio quanto para os usuários forem irrelevantes. Quanto mais funcionalidades, maior a chance de a interface ser mais difícil de usar e de entender para que servem.

Até a próxima,
A Trinca!

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